Click Rádios Sua radio Favorita a um click

O Despreparo dos estadios brasileiros para grandes eventos

Futebol Publicado em 22 de Maio de 2013
Gramado

Gramado

Nestes últimos tempos vivemos momentos de decisões nos esportes. Inaugurações de arenas bilionárias, fim de campeonatos estaduais, além de grandes eventos artísticos, sobretudo nas grandes capitais, como a Virada Cultural em S.Paulo.

Mais que grandes eventos, o noticiário foi pródigo em informações sobre violência, a falência do sistema penal, a inutilidade dos centros de internação de jovens delinquentes e o retorno de temas como a maioridade penal, pena de morte, liberação da maconha e outras drogas.

É este o país que vai receber milhares de turistas para eventos como a Copa das Confederações, Copa do Mundo de Futebol, Olimpíada, Rock in Rio e outros grandes eventos.

Estes grandes espetáculos pressupõem que o governo tem uma política séria de segurança, que a população está resguardada em seu direito de ir e vir, que os turistas estarão seguros nos lugares por onde circularão, que haja civilidade no comportamento das pessoas, que vamos ter transporte abundante, seguro e barato, que a rede de infraestrutura será modernizada, a policia equipada e preparada, os serviços públicos melhorados, incluindo ai o atendimento à saúde.

Mas, não estamos preparados para isso.

A leniência do poder público beira a total negligência. A policia tem se mostrado impotente e despreparada para as demandas de violência que tomam conta do país, além de ser a principal agente de corrupção junto à bandidagem.

A elite brasileira, antiga e autoritária, formada por jovens simpáticos, bem vestidos, riquinhos, estudantes de escolas caras e das melhores universidades públicas do país, continua alimentando uma rede de corrupção, de vício, de drogas, numa cadeia de violência que começa no consumo estratosférico de drogas pelos filhinhos de papai (que são os principais responsáveis pelo aumento insustentável do tráfico e da criminalidade), passando pela formação de quadrilhas que precisam abastecer esse extraordinário mercado, até o tráfico de varejo, de drogas pesadíssimas e de má qualidade, como o crack, que submetem mais de 2 milhões de miseráveis de baixa renda à exclusão total da sociedade.

Mulheres morrem na porta de hospitais públicos ao tentarem um simples parto. Doentes graves são obrigados a esperar meses por uma simples consulta, geralmente feita com desinteresse por médicos insensíveis e desinteressados, além da falta de medicamentos básicos e a total inacessibilidade a medicamentos mais caros.

Nas escolas, não notamos grandes evoluções pedagógicas, porque o estado continua ineficiente na preparação de educadores, os salários são humilhantes, as condições totalmente precárias e os alunos sem qualquer apoio social, já que a escola pública no Brasil virou depósito de gente desassistida. Quem tem condições paga escola particular, mais segura, mas igualmente ineficiente.

Como pode um país como este investir quase 100 bilhões de reais nesses eventos, onde apenas 33 bilhões serão em infraestrutura (que seria o legado à população e não é certeza que serão implantados) quando não resolvemos problemas muito mais sérios e urgentes, onde a sociedade está se dissolvendo com a deterioração da familia, dos costumes, do respeito e da civilidade.

Investir tanto de maneira tão irresponsável é um escárnio à uma população que vive de aparência, onde 22 milhões de brasileiros, que haviam saído da linha de miséria (segundo o governo) voltaram à miséria absoluta com os últimos índices de inflação que consumiram sua parca esmola mensal.

Com a violência em todos os grandes eventos nacionais, com a criminalidade em alta, com o tráfico cada vez mais consistente e lucrativo, com leis negligentes que alimentam ainda mais a criminalidade, não vejo saída em curto prazo.

A violência das torcidas alienadas, o aumento de jovens delinquentes e o despreparo da população ao dirigir, ao conversar, ao lidar com as pessoas no dia-a-dia, a preocupação com a aparência e o consumo, a droga como divertimento social, tudo isso leva a crer que chegamos ao fundo do poço e não há luz no fim do túnel, por mais otimista que se queira ser.

Matéria Original - http://www.lanceactivo.com.br/

Comentar

comments powered by Disqus
Uma Empresa do Grupo Feyth Tecnologia
Design Fábio Iassia
Desenvolvimento DB Sistemas